CPMI pede que Moraes determine ao MJ entrega de imagens do 8/1
Comissão ouviu fotógrafo Adriano Machado, que registrou atos
Comissão ouviu fotógrafo Adriano Machado, que registrou atos
A Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro pediu ao ministro do
Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que esclareça o
teor de sua decisão de 7 de agosto deste ano.
Na ocasião, o
magistrado autorizou o Ministério da Justiça e Segurança Pública a entregar à
comissão as imagens que as câmeras de segurança do ministério registraram no
dia em que vândalos invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a
sede do STF.
“Encaminhamos,
ontem, ao Supremo Tribunal Federal, um requerimento ao ministro Alexandre de
Moraes solicitando um esclarecimento sobre a natureza de sua decisão, que
determina a entrega das fitas a esta CPMI”, disse o presidente da CPMI, Arthur
Oliveira Maia (União-BA), no início da sessão desta terça-feira (15).
Os parlamentares ouviram
o depoimento do repórter fotográfico Adriano Machado, que documentou os
invasores do Palácio do Planalto em ação.
Ao responder propostas
de parlamentares da oposição, que cobram uma providência que force o ministério
a fornecer para a comissão todas as imagens captadas pelos circuitos interno e
externo do Palácio da Justiça, Maia disse que também já requisitou à pasta que
entregue todas as fitas disponíveis.
Ele assegurou que,
no requerimento enviado a Moraes, apontou que o Ministério da Justiça e
Segurança Pública não atendeu integralmente solicitação inicial da comissão,
apresentando as gravações de apenas duas câmeras de segurança.
“Apesar de eu não
poder afirmar peremptoriamente quantas câmeras de filmagem existem no prédio do
ministério, sabemos que não existem apenas duas câmeras. Quem já foi lá sabe
que existem câmeras nos corredores, em todos os andares. E o pedido da comissão
foi muito além daquilo que o ministério nos enviou”, acrescentou Maia.
Compartilhamento de
imagens
A decisão de
Moraes, de 7 de agosto, foi uma resposta a um ofício protocolado pelo ministro
da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que pediu autorização da Corte
para compartilhar as imagens das câmeras ministeriais. O acesso integral aos
registros tinha sido requerido por deputados e senadores de oposição ao atual
governo federal que integram a CPMI.
Em sua decisão,
Alexandre de Moraes indicou que o Estado tem obrigação de fornecer informações
necessárias à sociedade. Para o ministro, não há nenhum impedimento ao
compartilhamento de imagens que ajudem a identificar e responsabilizar os
participantes pelo ataque aos Três Poderes, em 8 de janeiro, em Brasília.
“Os pedidos feitos
pelos parlamentares não foram atendidos em sua integralidade”, comentou Maia.
“Lamento que as imagens tenham chegado a menor. Espero que o ministro Flávio
[Dino] tome consciência do papel que ele representa, da obrigação que tem de
contribuir com os trabalhos desta CPMI. E que ele envie a totalidade destas
imagens”, concluiu o deputado.
Consultado pela Agência Brasil, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que a Polícia Federal já recolheu as imagens que considerou pertinentes para a investigação, colocando-as à disposição da CPMI. "As imagens [recolhidas] foram juntadas ao inquérito policial no dia 8 de fevereiro. O Ministério da Justiça não tem conhecimento específico sobre tais imagens recolhidas, juntadas ao inquérito e entregues à CPMI pela PF, em face de autorização judicial [do STF]", acrescentou o ministério.
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